24 de Outubro de 2017
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Obras do antigo Convento do Carmo paradas e financiamento posto em causa



CCDR mandou suspender empreitada. Presidente da Câmara de Torres Novas alega que alterações “profundas” ao projecto inicial foram feitas por imposição do IGESPAR. Entretanto, as obras de requalificação e ampliação do Centro Escolar EB1/JI Visconde São Gião também estão suspensas por haver erros e omissões no projecto que foram detectados apenas durante os trabalhos.

 


   

 

As obras de remodelação no antigo Convento do Carmo, em Torres Novas, estão suspensas por ordem da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional (CCDR) do Centro, com sede em Coimbra. Segundo o presidente da autarquia, António Rodrigues (PS), este organismo considera que houve alterações “profundas” ao projecto inicial e mandou parar a obra, colocando também em causa o seu financiamento.

António Rodrigues alega que todas as alterações foram feitas por imposição do IGESPAR (Instituto de Gestão do Património Arquitectónico e Arqueológico) e que essas mudanças não acrescentaram um cêntimo ao valor da obra. “As razões que a CCDR invoca para não nos pagar a obra não têm fundamento. Disseram-nos para parar a obra, indemnizar o empreiteiro e lançar um novo concurso”, acusa António Rodrigues.

O autarca referiu na última assembleia municipal que aguardam uma decisão da CCDR. Ou esta reconhece que a câmara fez alterações ao projecto por imposição do IGESPAR ou se a justificação apresentada não for aceite a obra fica suspensa por tempo indeterminado e a CCDR fica com o dinheiro dos fundos comunitários da obra. O presidente da câmara explica ainda que se a obra não tivesse sido suspensa estaria concluída em Novembro deste ano.

O antigo hospital da cidade estava a ser remodelado para albergar serviços da Câmara de Torres Novas. Na primeira fase da obra, com um orçamento global de cerca de 5,1 milhões de euros (quatro milhões dos quais comparticipados pelo Quadro de Referência Estratégico Nacional), foram demolidos os interiores do antigo convento, tendo sido preservadas as três fachadas do edifício, bem como as paredes do antigo claustro, afirmava o comunicado.

Estava também em curso a construção da estrutura do parque de estacionamento, com dois pisos, nas traseiras do edifício. Em Fevereiro deste ano (ver edição O MIRANTE 16-02-2012) a autarquia anunciava em comunicado que tinha a intenção de construir de raiz um edifício paralelo ao alçado lateral do Convento do Carmo, junto à avenida Dr. João Martins de Azevedo, destinado a albergar a futura Loja do Cidadão. Agora, com esta decisão da CCDR Coimbra, está tudo em suspenso.

Fonte : O Mirante - Semanário Regional Edição de 2012-10-04

Imagens Anexas
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